Patrono da Escola Sede

Figura do Patrono

Fernando Caldeira foi um homem de berço. Nascido no palácio da Borralha, a 7 de Novembro de 1841, foi o segundo filho do primeiro Visconde da Borralha, Francisco Caldeira Leitão Pinto de Albuquerque de Brito Moniz, par do reino, do Conselho de D. Maria II e moço fidalgo. Foi sua mãe a Sr.ª D. Inês de Vera Geraldes de Melo Sampaio e Bourbon. Na pedra de armas que ainda hoje ornamenta a entrada do palácio, regista-se a linhagem das casas de

Leitão

Pinto

Carvalho

 

Caldeira Referiremos Fernando Caldeira como…

Homem

Cidadão

homem público

Escritor

Poeta

Dramaturgo

e, finalmente, Patrono da escola E.B. 2/3 de Águeda.

 

Como homem, sabemos que foi educado no seio dos mais altos valores da nobreza tradicional, alvo de esmerado acompanhamento, que certamente lhe abriu as portas para o gosto e conhecimento das artes e lhe conferiu a elegância e a finura no trato que levou os que com ele privaram a citarem-no, variadíssimas vezes, como o gentleman. Pela palavra de um seu contemporâneo ficamos a saber, e cito: “a sua figura insinuante e simpática era como os seus primorosos versos, que, lendo-os apenas, deixam no nosso espírito uma impressão de suave alegria que jamais se apaga” (in Soberania do Povo, 29/12/1907).

Mas mais curioso ainda, por altamente definidor da personalidade do poeta, é o testemunho do Dr. Mateus Pereira Pinto, médico da família, que frequentou o palácio como médico e como amigo íntimo, após o acompanhamento de doença grave sofrida por Gonçalo Caldeira, irmão mais velho do poeta:

“Conhecê-lo foi o mesmo que admirá-lo e ficar preso do irresistível poder de sedução que dele dimanava. Debaixo deste aspecto foi um conquistador. Verdadeira alma de poeta… (…) O seu olhar sonhador e apagado, indicava-nos que o seu espírito deixava o seu invólucro material para pairar nas regiões etéreas do belo, mas tinha também cintilações e fulgor, que revelava um cérebro potente e produtivo.”

(in Soberania do Povo, 29/12/1907)

 

Por tradição de família, Fernando Caldeira cursou Direito e foi bacharel pela Universidade de Coimbra em 1861.

Da sua vida privada pouco se sabe. Sabe-se, sim, da sua vida social, da elegância com que frequentava os salões e os teatros, onde a sua produção literária, tal como a sua presença, eram por demais apreciadas.

Fidalgo de Casa Real, por direito familiar, não ficou, porém, indiferente às movimentações políticas da época. Foi assim que, filiado no Partido Constituinte, entrou jovem na política e representou, como deputado, o círculo eleitoral de Águeda e o círculo plurinominal de Aveiro nas legislaturas de 1865 – 1868 e de 1880 – 1884. Em 1883 foi nomeado Redactor da Câmara de Pares. Ocupou ainda o cargo de Governador Civil de Aveiro em 1870, altura em que fundou a escola industrial desta cidade, que teve o seu nome. Como ligações ao jornalismo conhece-se a sua colaboração no “Diário da Manhã” e a direcção do “Tempo”, órgão do partido a que pertencia.

No dizer de Cruz Malpique (in Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. XXXIV, nº 134, 1968), sob o aspecto político ele “Foi liberal sem desmandos. …Idealista, no sentido de inconformista com misérias que considerava remediáveis… segundo depoimento dele próprio, faltava-lhe carácter partidário, paixão, ambição, ódio, o estímulo dos grandes combates – tudo qualidades ou defeitos capazes de incendiar a alma a de um orador.

Para definir a sua breve carreira política, será interessante ler um curioso excerto do livro “Águeda”, de Adolfo Portela:

… quero crer que os seus discursos parlamentares foram madrigais à vizinha da trapeira e que os seus ofícios ao administrador do concelho foram belos sonetos líricos. O programa político do seu partido não conseguiu empoeirar o caminho largo por onde o Poeta fazia a sua jornada sentimental (…) os seus brilhantes discursos, toda a sua política, são, na derrota de Fernando Caldeira, simples espinheiros bravos de que ele apenas viu as flores para as cantar em verso… _ Discursos no parlamento, não sei se chegou a pronunciar alguns. Mas, se tal cometeu, a sua primeira frase não deixaria de ser assim:

“ Lembras-te a noite em que me viste, triste?...”

E a redacção da sua correspondência oficial deveria ter esta forma singular: _ um alegrete de crisântemos em papel Tojal, assinado: Fernando Caldeira, governador civil do distrito e Poeta da “ Mantilha”. De facto, todos os testemunhos a que temos acesso apontam Fernando Caldeira, não como político, mas, indubitavelmente, como homem de letras. E é esse sentir colectivo que transparece num artigo publicado na Soberania do Povo (29/12/1907), com a assinatura de António de Melo:

Treze anos depois da morte de Fernando Caldeira, é o retrato deste ilustre poeta colocado no salão nobre dos Paços do Concelho de Águeda.

Porquê? Que “melhoramento” alcançaria Fernando Caldeira para a sua terra? Águeda deve-lhe alguma estrada, alguma ponte, alguma fonte, algum… braço de mar? Sim, o que faria ele que tanto valha e mereça ser lembrado por Águeda?

Fez isto apenas: versos.

Versos?! Mas então… que lindos eles hão-de ser!

(…)

A obra de Fernando Caldeira é bela? É inconfundível? Marca uma individualidade?

Dizem que sim…Di-lo toda a gente.

E este “di-lo toda a gente” representa nem mais nem menos do que a – consagração.

Consagração, de facto, desde a primeira hora, desde a estreia em 1876 com a representação de “O Sapatinho de Setim”, uma comédia ao sabor da época. No prefácio da edição póstuma desta mesma obra, Júlio Dantas afirma que toda a escrita de Fernando Caldeira é uma expressão de lirismo, mesmo quando escreve em prosa. “É como poeta que ele deve ser julgado. Foi como poeta que ele viveu a sua existência interna” – afirma no mesmo prefácio. Opinião idêntica é a de D. João da Câmara, no prefácio da 2.ª edição de “Mocidades”, 1903. Vicente Ferreira dos Santos descreve a representação de “O Sapatinho de Setim”, no Teatro da Trindade, tendo como espectadores do círculo mais íntimo do poeta apenas os dois irmãos e a sobrinha. Pelo relato deste conterrâneo e amigo, podemos conhecer as reacções às peças do dramaturgo Fernando Caldeira e o sentir do próprio autor, perante a consagração pública da sua obra:

Fernando Caldeira que toda a sociedade elegante e aristocrática de Lisboa conhecia (…) estava lívido antes do começo da representação. Corrido o pano e sentindo os fortes aplausos e as reiteradas chamadas, a fisionomia de Fernando Caldeira reanima-se e os seus olhos verdes, pequenos e brilhantes denunciam uma alegria e uma satisfação que consolam. Fernando Caldeira teve então o seu baptismo de autor.

(in Soberania do Povo de 29/12/1907)

 

A partir desta primeira peça teatral, “O Sapatinho de Setim” (1876), muitas outras se seguiram:

“A Varina” (1877)

“Os Missionários” (1879)

“ Fló – Fló” (1880)

“A Mantilha de Renda” (1880)

“A Chilena” (1884)

“As Nadadoras” (1884)

“A Madrugada” (1892)

“A Congressista”

“A Mosca”

“O Burro do Sr. Alcaide”

“Médicas”, de colaboração com Gervásio Lobato

“O Burro em Pancas”, de colaboração com D. João da Câmara, Lopes de Mendonça, Eduardo Shwalbach, Moura Cabral e Batalha Reis.

Num artigo de 1986, publicado no Diário de Aveiro, o Dr. Deniz Ramos dá conta de uma peça desconhecida que vem acrescentar a lista bibliográfica de Fernando Caldeira – trata-se da tradução da comédia em 1 acto de François Coopé, “Le Passant”.

O estudo aprofundado da obra teatral de Fernando Caldeira está por fazer. António José Saraiva e Óscar Lopes incluem Fernando Caldeira num leque de autores que levam a nossa dramaturgia pelos caminhos da imitação do teatro romântico e realista francês, muito ao gosto da época e divulgado por companhias que frequentemente vinham a Lisboa.

O grande êxito do teatro de Fernando Caldeira ficou, de facto, a dever-se à interpretação das suas peças pelos actores mais famosos da época: Eduardo Brazão, Virgínia da Silva, Rosa Damasceno, Augusto Rosa e outros. A revista “Ocidente” refere “As Nadadoras” como “… um dos mais belos e completos trabalhos” de Eduardo Brazão: “… ao lado dos dramas em que reconhecemos que Brazão é positivamente um grande artista não podemos deixar de colocar as comédias, a “Vida Íntima”, “As Nadadoras”, as últimas em que os vimos e em que ele é incontestavelmente um actor hors ligne, um comediante como dificilmente se encontra igual”. É de facto, graças ao espantoso talento de um leque considerável de actores que o teatro português da época, incluindo o de Fernando Caldeira, conhece tanto êxito e que, no dizer dos já citados António de José Saraiva e Óscar Lopes, consegue, apesar do carácter imitativo e da qualidade discutível dos textos, “possibilitar um último florescimento digno de nota da nossa dramaturgia” (isto à data da publicação da “Historia da Literatura Portuguesa”, dos referidos autores, mas que continua a ser um importante ponto de referência).

As peças de Fernando Caldeira eram, de facto, comédias galantes, e não resistimos a referir que, no dizer de D. João da Câmara, Fernando Caldeira, para escrever “A Madrugada” , se vestiu de casaca e pôs luvas brancas para conseguir um clima adequado ao mundo ficcional que pretendia criar e onde se deveriam movimentar as suas personagens.

Já dissemos que toda a escrita de Fernando Caldeira é considerada como uma escrita lírica. Mas como poeta lírico, assumido, ele publica apenas um livro: “Mocidades”, em 1882.

Como abertura apresenta uma tradução livre de Alphred Musset, um dos grandes nomes do Romantismo francês. É uma espécie de prefácio ou, se quisermos, de pré-texto em que induz o leitor para uma linha de lirismo intimista que atravessa os seus poemas, com uma certa tendência sofredora que parece pender para o ultra – romântico. Termina assim o referido poema:

“Fazer pérolas do pranto…

Eis a aspiração completa

A vida, a paixão do poeta”

António José Saraiva e Óscar Lopes incluem o livro “Mocidades” num conjunto de obras e autores que cultivam um “lirismo erótico e íntimo” mas “intelectualizado ou mundanizado”.

De qualquer modo, alguns dos poemas incluídos em “Mocidades” foram bem conhecidos na época e em décadas posteriores. É o caso do soneto “Vida” e de “Penas”, este último incluído num manual escolar e decerto ainda na memória de muitos.

O soneto “Vida” é referenciado por Maxime Formont, no livro que ofereceu ao rei D. Carlos I, intitulado “Le Mouvement Poétique Contemporain en Portugal”, como um trecho que bastaria para fazer a reputação de um poeta e que poderia ter sido assinado por João de Deus.

Também poeta de circunstância e notável diseur, Fernando Caldeira não só abrilhantou com a presença e a sua escrita as reuniões aristocráticas da capital, como esteve atento a acontecimentos que merecem a suficiente atenção da sua sensibilidade poética para os passar a verso. Aqui se inclui o terramoto da Andaluzia, em 1885, que, pela sua gravidade, mereceu o constrangimento de toda a sociedade da época, mas foi também motivo de celebração musical e literária, como espectáculo de apoio, na sede do Correio da Manhã, onde, mais uma vez, sobressai o homem e o poeta Fernando Caldeira. É noticiado pela revista Ocidente, em texto e imagem.

Os êxitos sucederam-se, até que a morte surge, demasiado cedo, em 2 de Abril de 1894. A relação do poeta com a morte é complexa e merece alguma reflexão. Vale a pena voltar a citar o médico Dr. Mateus Pereira Pinto, que, ao tentar caracterizar a personalidade de Fernando caldeira, a partir das muitas conversas que com ele travou, dá especial relevo ao seguinte:

Com que fé ele falava e tratava de tudo o que dizia respeito a hipnotismo, espiritismo, transmissão de pensamento de que ele era um crente sincero!... Chamarão a esses indivíduos visionários, mas a ciência já hoje não impugna esses fenómenos, cuja explicação espera em breve fazer-se.

Esses visionários d´hoje, espíritos sublimes, que podem libertar-se para os páramos de desconhecidos, ainda hão-de chamar-se – precursores – Ciência do futuro, quanto hás-de desvendar à nossa limitada inteligência?!!!

(in Soberania do Povo de 29/12/1907)

Estas mesmas preocupações transparecem do poema que dedica à mãe e que, curiosamente, intitula de “Evocação Espírita”.

No menos insólito, mas verdadeiro, porque escrito pelo seu próprio punho, é o seu último pedido:

Na ideia de morrer, aflige-me mais a saudade imensa da vida do que o medo. Se, porém, não tenho medo de morrer, tenho verdadeiro terror com a ideia de que possam enterrar-me vivo. Penso, que no interior dos túmulos se passam, para sempre ignorados, muitos, muitos desses horrores; é esta a mais constante preocupação do meu espírito.

Peço pois a meus irmãos e aos meus amigos que, ou seja por doença (e qualquer doença) ou por morte repentina, quando eu for dado por morto, só trinta e seis horas depois consintam que eu seja removido da minha cama, onde me velarão constantemente duas pessoas caridosas e não timoratas, sendo de nove em nove horas observado por médicos, que antes dos sintomas da decomposição me apliquem choques eléctricos e afinal me cortem as carótidas.”

O acontecimento da morte de Fernando Caldeira é referido em acta da Câmara Municipal de Águeda de 4 de Abril de1894, onde é consignado um voto de pesar e onde se regista, por decisão unânime, o encerramento da sessão para que a Câmara “… em acto contínuo fosse apresentar os seus respeitos à digna família do finado, enviando-lhe depois cópia desta acta.” Fernando Caldeira foi ainda alvo da homenagem desta Câmara em Dezembro de 1907, no ano do décimo terceiro aniversário da sua morte e data em que o seu retrato foi colocado no salão nobre da Câmara Municipal de Águeda.

Em 29 do mesmo mês, é-lhe dedicado um número do jornal Soberania do Povo, onde aqueles que o conheceram mais de perto puderam testemunhar o apreço e admiração que lhe tinham dedicado e a veneração com que homenageavam a sua memória. Vejamos, nesta mesma data, a opinião de dois conterrâneos igualmente ilustres: Adolfo Portela e Marques de Castilho.

Escreve o primeiro: “Se fosse possível, numa hora de piedoso recolhimento, em que os corações se votassem todos ao culto da saudade pelo nosso Poeta, ajuntar à roda da mesma lareira toda a gente da nossa terra, a obra dele, bem lida e bem amada, daria material bastante para tecer uma oração.” (in Soberania do Povo de 29/12/1907) São de Marques de Castilho as palavras seguintes: “…Varina, sapatinho de Setim, Mantilha de Renda, nadadoras – que li muito antes de na minha cabeça aparecerem os cabelos brancos helas!... que hoje a cobrem, eu fiquei com a certeza de que Fernando Caldeira era um artista de raça… (…) lembro-me de que me sentia bem com aquela leitura e com aquela sociedade que Fernando Caldeira criava voando alto sempre, pairando sempre em regiões aladas e azuis, sempre elegante, sempre como homem, como poeta e como literato.” (ibidem)

Como balanço final, que diremos da obra de Fernando Caldeira? Apesar de a poesia, os sentimentos e os valores escaparem ao desgaste do tempo, o mesmo já não se poderá dizer da forma como se transmitem esses mesmos valores, esses mesmos sentimentos. É isso que se passa com Fernando Caldeira. É uma obra de sentimentos e valores intemporais, mas datada na forma de os expressar, pelo que necessita de uma trans-leitura para adquirir novos leitores e, sobretudo leitores jovens.

O que não é fácil sem apoio pedagógico-didáctico. A poesia não morre. Os poemas, uns morrem, outros não. Os poetas, esses, cabe-nos a nós não os deixar morrer. Foi por isso que os aguedenses homenagearam Fernando Caldeira em Dezembro de 2007. Foi por isso que nova homenagem foi feita em 8 de Dezembro de2001, sob o patrocínio da ANATA (Associação dos naturais de Águeda). Foi também por isso que o Dr. Eugénio Pinto, na altura director da Escola Comercial e Industrial de Águeda, propôs o nome do poeta para designar a recém-criada escola Preparatória. Criada em 1968, usou o nome de Escola Preparatória Fernando Caldeira desde a sua individualização, em 1973, até que, por questões burocráticas que escapam ao comum cidadão, e até ao comum professor, passaram a ter nome de patrono apenas as escolas das grandes cidades, onde era preciso distingui-las, uma vez que eram várias.

No caso de Águeda, como havia apenas uma escola do então Ciclo Preparatório, o nome do patrono foi retirado. Por reviravoltas da mesma burocracia, foi superiormente permitido que as escolas voltassem a ter patrono. Foi sentimento comum do Conselho Executivo e do conselho Pedagógico da altura, a reposição incontestável do nome de Fernando Caldeira. Desencadeou-se, então, a partir de 1991, todo um processo para repor o nome do patrono. Processo, esse, que só viria a terminar com a designação oficial de Escola E.B. 2/3 Fernando Caldeira de Águeda publicada em DR de 17/04/97.

Entretanto, no ano lectivo de 1993/94, por se verificar que a figura do poeta era desconhecida não só pela comunidade escolar, mas também pela grande maioria dos aguedenses, desencadeou-se todo um movimento par “ressurreição” do nome e da personalidade do mesmo, que resultou num trabalho da Área Escola que ocupou toda a comunidade escolar durante esse ano lectivo. Esse projecto veio a culminar numa sessão solene de entronização do patrono e constou de uma exposição na Fundação Dionísio Pinheiro; um programa na Rádio Botaréu; um número especial do jornal escolar O Lampião; execução de projectos para selos de correio; desenhos destinados a postais ilustrados e também um filme. Este último foi a maneira que os professores encontraram para que, de uma forma suave, alegre, acessível, pudesse ser dada a conhecer aos jovens a personalidade de Fernando Caldeira, enquadrando todo este trabalho na dinâmica dos programas a leccionar.

Integrado na unidade de texto jornalístico e entrevista, a disciplina de Língua Portuguesa, em projecto de interdisciplinaridade com outras disciplinas, planeou e realizou um pequeno filme cujos actores são jovens com quem cruzamos frequentemente na rua, sem suspeitarmos das suas capacidades cénicas. Em 1994 eram alunos do 7.º ano e este foi um trabalho que realizaram com muito carinho e em que deram muito de si. É como tal que o devemos entender e, irmanando-nos com o sentir do poeta, devemos vê-lo com o coração, não com o rigor frio da perfeição, muitas vezes sem alma. As imagens do filme, em arquivo na biblioteca da escola, falarão por si.

Maria da Conceição Sousa Vicente

Dezembro de 2001

(Comunicação apresentada no salão nobre da Câmara Municipal por solicitação da ANATA)